Com os dias mais frios, crescem as queixas de aumento na queda capilar. Mas, você sabia que o inverno por si não é o causador desse problema? O que acontece é que essa estação pode influenciar processos biológicos que já fazem parte do funcionamento normal do ciclo dos fios e também modificar hábitos do dia a dia que impactam a saúde do couro cabeludo.
Continue com a gente e entenda por que os fios caem, quais são as fases do ciclo capilar, o que é a queda sazonal e quais são os fatores da estação mais fria do ano que podem influenciar a saúde dos cabelos.
O cabelo realmente cai mais no inverno?
De acordo com uma pesquisa publicada no International Journal of Scientific Research in Engineering and Management em 2025, cerca de 52,9% dos entrevistados disseram notar diferenças na saúde de seus cabelos dependendo do clima. Essa sazonalidade em determinadas épocas do ano pode estar relacionada a um número maior de fios que entram de forma simultânea na fase de repouso (telógena), tornando a queda mais perceptível alguns meses depois.
Ao mesmo tempo, existe outro fator importante que é a percepção da queda.
Durante o inverno, é comum lavar os cabelos com menos frequência, usar água mais quente, recorrer mais ao secador e passar mais tempo em ambientes fechados e com baixa umidade do ar. Tudo isso favorece o ressecamento do couro cabeludo e da fibra capilar, deixando os fios mais frágeis e favorecendo a quebra que pode chamar mais atenção e ser confundida com uma queda capilar.
Ou seja, muitas vezes não existe um aumento expressivo da perda de cabelos, mas sim uma combinação entre mudanças naturais do ciclo capilar e fatores ambientais que tornam esse processo mais evidente. É justamente por isso que entender como funciona o ciclo dos fios ajuda a diferenciar uma renovação normal de situações que realmente merecem investigação.
Quais são as fases do ciclo capilar?
Assim como a pele passa por um processo contínuo de renovação, os cabelos também seguem um ciclo natural de crescimento, repouso e substituição. Esse processo acontece dentro do folículo piloso, estrutura localizada na pele responsável pela formação, nutrição e sustentação dos fios.
Ao longo da vida, cada folículo passa por diversos ciclos independentes, o que permite que os cabelos estejam constantemente se renovando sem que todos caiam ao mesmo tempo.
O ciclo capilar é dividido em quatro fases:
- Fase anágena (crescimento): é a etapa em que o fio está sendo produzido ativamente pelo folículo piloso. Trata-se da fase mais longa do ciclo e pode durar entre dois e oito anos. Quanto maior sua duração, maior tende a ser o comprimento que o cabelo consegue atingir.
- Fase catágena (regressão): representa um curto período de regressão, com duração aproximada de duas semanas. Nessa fase, o folículo diminui de tamanho, interrompe gradualmente a produção do fio e se prepara para o período de repouso.
- Fase telógena (repouso): dura cerca de dois a três meses. Enquanto o fio antigo permanece no folículo sem crescer, um novo fio começa a ser formado em sua base.
- Fase exógena (queda): corresponde ao momento em que o fio antigo é eliminado para dar espaço ao crescimento do novo fio, reiniciando todo o ciclo.
Isso significa que a queda de alguns fios todos os dias faz parte do funcionamento esperado do organismo. Com o envelhecimento, porém, esse ciclo pode sofrer alterações. A fase de crescimento tende a ficar mais curta, fazendo com que os fios nasçam mais finos, cresçam menos e apresentem menor densidade ao longo dos anos.
- Saiba por que pode ocorrer queda de cabelo na menopausa e como tratar.

Por que os fios caem?
Em média, uma pessoa possui cerca de 100 mil fios de cabelo e perde naturalmente entre 100 e 150 fios por dia, sem que isso represente um problema de saúde.
No entanto, algumas situações podem fazer com que um número maior de folículos entre precocemente na fase de repouso. Quando isso acontece, a queda se torna mais intensa e perceptível por um período de tempo.
Entre os principais fatores capazes de desencadear esse processo estão:
- processos inflamatórios;
- alterações hormonais;
- estresse físico ou emocional;
- deficiências nutricionais;
- privação ou má qualidade do sono;
- uso de medicamentos que interferem na divisão celular.
Na maioria dos casos, esse aumento da queda é temporário e não significa que os folículos deixaram de produzir novos fios. Isso explica uma condição chamada eflúvio telógeno que, quando relacionada a mudanças climáticas recebe o nome de eflúvio telógeno sazonal.
O que é e como acontece o eflúvio telógeno sazonal?
O eflúvio telógeno sazonal é um aumento temporário e difuso da queda dos fios de cabelo que pode ser observado em determinadas épocas do ano. Alguns estudos identificam variações sazonais na proporção de fios que entram na fase de repouso, mas os mecanismos ainda não são totalmente compreendidos.
Um estudo publicado no Cureus levanta a hipótese de que a maior exposição à radiação ultravioleta possa danificar e fragilizar os fios, aumentando a queda em períodos de maior incidência solar. No entanto, não está claro se a perda observada decorre de mudanças no ciclo capilar, de maior quebra da fibra ou da combinação desses fatores.
Durante o inverno, condições como baixa umidade do ar, banhos muito quentes e uso frequente de secador e chapinha podem ressecar o couro cabeludo e danificar a fibra capilar, aumentando a quebra e tornando a perda dos fios mais perceptível. Esses fatores, porém, não significam necessariamente que o inverno provoque alterações diretas no ciclo capilar.
Quanto tempo dura a queda sazonal?
Na maioria dos casos, a queda sazonal tende a diminuir conforme o ciclo capilar volta ao seu ritmo normal. Como o crescimento dos fios do cabelo ocorre de forma lenta, a recuperação não é imediata, mas tende a se resolver ao longo dos meses seguintes à queda.
Caso a perda dos fios se prolongue por mais de seis meses, aumente progressivamente ou venha acompanhada da diminuição visível da densidade dos cabelos ou de falhas, é importante procurar um dermatologista para investigar a condição.

Menos sol no inverno pode afetar a saúde dos fios?
Durante o inverno, é comum que as pessoas passem menos tempo ao ar livre e usem roupas que cobrem uma maior parte da pele. Essa menor exposição ao sol pode influenciar de maneira direta a saúde dos fios, principalmente devido à redução dos níveis de vitamina D no organismo, nutriente que desempenha diversas funções, inclusive nos folículos pilosos.
Qual a relação entre vitamina D e o folículo piloso?
O folículo piloso possui receptores de vitamina D (VDR), proteínas responsáveis por mediar a ação desse nutriente nas células e regular as fases de crescimento capilar.
Estudos apontam que baixos níveis de vitamina D são mais frequentes em pessoas com algumas formas de alopecia (calvície) e podem estar relacionados a alterações no ciclo dos fios e a queda de cabelo.
Vale ressaltar que a deficiência desse nutriente não é o único responsável por provocar a queda de cabelos e, por isso, outros fatores também podem contribuir para essa condição.
Quando investigar a deficiência de vitamina D?
A avaliação dos níveis de vitamina D costuma ser indicada quando existem fatores de risco ou sinais clínicos que levam à suspeita de deficiência, como:
- queda de cabelo persistente ou recorrente;
- baixa exposição solar por períodos prolongados;
- idade avançada;
- doenças que comprometem a absorção intestinal;
- doenças ósseas ou histórico de fraturas;
- doenças renais ou hepáticas crônicas.
Nesses casos, a investigação deve ser feita por um profissional de saúde, que poderá avaliar a necessidade de exames laboratoriais e, quando indicado, orientar a suplementação de forma individualizada.
Quando a queda deixa de parecer sazonal?
A queda de cabelo sazonal tende a diminuir de maneira natural conforme o ciclo capilar retorna ao seu padrão. No entanto, quando ela se intensifica e é persistente, é importante investigar outros fatores para a perda dos fios.
Alguns sinais merecem atenção, como:
- queda persistente por mais de seis meses;
- redução visível da densidade do cabelo, com afinamento dos fios ou diminuição do volume capilar;
- falhas localizadas ou áreas sem cabelo;
- queda intensa acompanhada de sintomas no couro cabeludo, como dor, ardor, coceira, vermelhidão ou descamação persistente.
Quando esses sinais se apresentam, a avaliação por um dermatologista é recomendada. O especialista poderá realizar os exames necessários e avaliar o padrão da queda, investigando possíveis causas e indicando um tratamento adequado.
O que ajuda a fortalecer os fios durante o inverno?
Mesmo que a queda de cabelo no inverno seja, muitas vezes, apenas uma alteração temporária, alguns hábitos podem ser adotados para fazer a diferença na saúde dos fios.
Cuidar da alimentação e da hidratação corporal, manter uma rotina de cuidados com o couro cabeludo e buscar orientação profissional quando necessário são medidas que ajudam a preservar a força e a qualidade do cabelo.
Alimentação, um cuidado que começa de dentro para fora
A saúde do cabelo está diretamente relacionada ao bom funcionamento do organismo. Assim como outros tecidos do corpo, os folículos pilosos precisam de energia e nutrientes para produzir novos fios continuamente.
Proteínas, vitaminas e minerais participam da renovação celular e da formação da fibra capilar. Quando existe deficiência ou excesso de algum desses nutrientes, o crescimento do cabelo pode ser comprometido e a queda tornar-se mais evidente.
Entre os nutrientes mais importantes para manter a saúde capilar estão:
- proteínas;
- ferro;
- zinco;
- vitaminas do complexo B;
- vitamina D;
- selênio;
- biotina (vitamina B7).
Nutricosméticos podem complementar a rotina
Os nutricosméticos são suplementos orais desenvolvidos para auxiliar a saúde de dentro para fora. Eles combinam ingredientes para um cuidado integrado e eficiente do cabelo, da pele e das unhas, contribuindo para mantê-los fortes e saudáveis.
Além da alimentação balanceada, eles podem ser aliados para complementar os nutrientes necessários, já que são ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes e podem oferecer benefícios específicos e complementar a rotina de cuidados.
Hidratação também importa
Durante o inverno, é comum sentir menos sede e, consequentemente, reduzir o consumo de água. Ao mesmo tempo, o clima mais frio e seco em alguns lugares favorece o ressecamento da pele, do couro cabeludo e da própria fibra capilar.
Embora a hidratação não impeça a queda dos fios nem estimule diretamente seu crescimento, ela ajuda a preservar a integridade da barreira cutânea do couro cabeludo, favorecendo um ambiente saudável para o funcionamento dos folículos.
Além disso, um cabelo bem hidratado tende a apresentar menos ressecamento, menor quebra e uma aparência mais saudável.
Cuidados diários que ajudam a preservar os fios
Além da alimentação e da hidratação, alguns hábitos simples podem fazer diferença na saúde capilar durante os meses frios.
Lavar o couro cabeludo regularmente
Mesmo no inverno, manter uma rotina adequada de lavagem ajuda a remover resíduos, suor, oleosidade e impurezas que se acumulam ao longo do dia. Um couro cabeludo limpo favorece o equilíbrio da barreira cutânea e cria um ambiente mais saudável para os folículos.
Além disso, quando os fios estão sujos ou oleosos, eles ficam mais “rígidos” e acabam quebrando mais facilmente, podendo aumentar a quantidade de fios perdidos diariamente.
Preferir água morna
Sempre que possível, prefira lavar os cabelos com água morna. Os banhos muito quentes removem parte da camada lipídica que protege a pele e o couro cabeludo. Como consequência, podem favorecer o ressecamento, aumentar a sensibilidade e agravar condições como a dermatite seborreica.
A dermatite seborreica é uma condição inflamatória crônica que afeta áreas da pele com maior produção de oleosidade, como o couro cabeludo. Ela costuma causar sintomas como descamação (caspa), vermelhidão, coceira e, em alguns casos, aumento temporário da queda de cabelo devido à inflamação. Embora ainda não tenha cura definitiva, pode ser controlada com os cuidados e tratamentos adequados, orientados por um dermatologista.
Proteger os fios do calor excessivo
Secadores, chapinhas e modeladores térmicos não provocam queda pela raiz, mas podem danificar a fibra capilar quando utilizados com frequência e em temperaturas muito elevadas. Usá-los com moderação, manter a distância e a temperatura adequadas e utilizar um protetor térmico antes desses aparelhos ajuda a reduzir os danos e preservar a integridade dos fios.
Cuidar do couro cabeludo
Quando falamos em cuidados capilares, é comum pensar apenas nos fios. No entanto, a saúde do couro cabeludo também merece atenção. Manter essa região limpa, respeitar sua sensibilidade e tratar condições inflamatórias, como a caspa e a dermatite seborreica, contribui para preservar o ambiente onde os fios crescem.
Renaissance e a importância da constância nos cuidados
O Renaissance é um nutricosmético da Noorskin desenvolvido com nutrientes importantes que auxiliam na saúde do cabelo, da pele e das unhas. Com vitaminas, minerais, aminoácidos e substâncias bioativas, seus componentes são essenciais para a formação de colágeno, responsável pela firmeza e elasticidade dos tecidos, e de queratina, proteína que representa cerca de 90% dos fios.
Ainda, sua fórmula associa os aminoácidos cisteína e metionina com biotina, licopeno, luteína, ácido ortosilícico e enxofre orgânico (MSM), favorecendo a renovação, o fortalecimento e a vitalidade do cabelo.
Mais do que buscar resultados imediatos, cuidar do cabelo significa investir em uma rotina consistente de cuidados, respeitando o tempo natural do ciclo capilar. Aproveite para conhecer o nutricosmético Renaissance da Noorskin e complemente a sua rotina de cuidados com os fios.

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