Microbioma das axilas: como ele influencia o odor corporal e a saúde da pele

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Atualizado em 03.09.2026 | Postado em 31.08.2026
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Embora seja comum associar o mau cheiro apenas ao suor, a ciência mostra que essa relação é um pouco mais complexa. Entenda!

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Você já reparou que duas pessoas podem transpirar na mesma intensidade e, ainda assim,
apresentarem odores corporais completamente diferentes? Ou que o cheiro das axilas pode mudar ao longo da vida, em
períodos como a puberdade, a gravidez ou a menopausa?

Isso acontece porque o odor característico das axilas surge quando o suor entra em
contato com o
microbioma cutâneo, um
conjunto de microrganismos que vivem naturalmente sobre nossa pele. Na maior parte do tempo, essa convivência
acontece de forma equilibrada, trazendo benefícios para a saúde. Mas esse ecossistema também pode sofrer alterações,
situação conhecida como disbiose cutânea, produzindo compostos responsáveis por um odor corporal mais
intenso.

Entender essa relação ajuda a enxergar as axilas de uma forma diferente. Não como uma
região que precisa ser “esterilizada”, mas como uma área que depende de equilíbrio para permanecer saudável.

Ao longo deste conteúdo, você vai aprender:

  • Por que o suor não tem cheiro, mas as
    axilas podem apresentar odor?
  • Como funciona o microbioma das axilas e
    qual sua relação com a barreira cutânea?
  • Quais bactérias participam da formação
    do odor corporal?
  • O que é disbiose cutânea e como ela
    pode favorecer o mau cheiro?
  • Como hormônios, calor, estresse,
    depilação e hábitos de higiene interferem no microbioma?
  • Qual é a diferença entre um odor
    corporal fisiológico e a bromidrose?
  • Como manter o microbioma das axilas em
    equilíbrio no dia a dia?

Se o suor não tem cheiro, por que sentimos odor nas axilas?

Embora seja comum dizer que alguém está com “cheiro de suor”, essa expressão não é
exatamente correta do ponto de vista biológico. Segundo uma
revisão publicada no International Journal
of Cosmetic Science
, o odor corporal é resultado da
transformação de substâncias originalmente sem cheiro em pequenas moléculas voláteis produzidas pelo metabolismo
bacteriano. Essas moléculas são facilmente percebidas pelo olfato e explicam por que cada pessoa possui um odor
corporal único.

Como o suor é produzido?

A pele possui muitas glândulas sudoríparas distribuídas pelo corpo, mas elas não são
todas iguais. Os dois tipos principais são as glândulas écrinas e as glândulas apócrinas, e cada uma desempenha
funções diferentes.

Glândulas écrinas

As glândulas écrinas estão presentes em praticamente toda a superfície corporal,
especialmente nos pés e nas mãos, e são responsáveis pela maior parte da transpiração diária. Elas produzem um suor
composto principalmente por água, aminoácidos, ácido láctico, glicerol, ureia, peptídeos e proteínas. 

Sua principal função é regular a temperatura corporal, ajudando o organismo a dissipar
calor durante exercícios físicos, dias quentes ou episódios de febre. Curiosamente, esse suor é excretado
praticamente sem cheiro. 

Glândulas apócrinas

Já as glândulas apócrinas estão concentradas em regiões específicas, como axilas e
região genital. Diferentemente das écrinas, elas passam a funcionar principalmente após a puberdade, sob influência
hormonal. Sua secreção é mais espessa e rica em proteínas, lipídios, aminoácidos sulfurados e esteroides, todos
associados ao odor.

Quando o suor encontra as bactérias da pele

Quando o suor produzido pelas glândulas apócrinas chega à superfície da pele, ele traz
consigo componentes que servem como fonte de alimento para parte das bactérias que vivem nas axilas. 

Durante esse processo, conhecido como metabolismo bacteriano, essas substâncias são
quebradas e transformadas em compostos odoríferos, como 3M2H (cheiro que lembra cabra), HMHA (que lembra cominho),
3M3SH (odor pungente característico), e derivados de esteroides, androsterona (que lembra urina) e androstenol (que
lembra almíscar), responsáveis pelo odor característico das axilas.

Diversos estudos mostram que bactérias do gênero Corynebacterium, Micrococcaceae, Cutibacterium e Pityrosporum estão entre as principais responsáveis pela produção dos compostos odoríferos mais
intensos. Outras espécies também fazem parte do microbioma axilar, mas exercem papéis diferentes no equilíbrio desse
ecossistema e nem sempre estão associadas ao mau cheiro. Pelo contrário, muitas delas contribuem para limitar o
crescimento de microrganismos potencialmente prejudiciais e ajudam a manter a
barreira cutânea saudável.

Isso significa que o odor corporal não depende apenas da quantidade de suor produzida,
mas também da composição do microbioma de cada pessoa. Essa interação entre suor e bactérias é apenas uma parte de
um sistema muito maior, o ecossistema natural da pele, conhecido como microbioma cutâneo.

O que é o microbioma das axilas?

As axilas são naturalmente habitadas por bactérias e também fungos, vírus e outros
organismos microscópicos, que convivem em equilíbrio e desempenham funções importantes para a saúde da pele. O
conjunto desses microrganismos, de seus genes, metabólitos e das interações que estabelecem entre si e com o
organismo recebe o nome de microbioma.

Esse microbioma funciona como um verdadeiro ecossistema vivo, em constante adaptação às
características da pele e às mudanças do ambiente. 

O microbioma também protege a barreira cutânea

Enquanto a barreira cutânea atua como uma proteção física contra a perda excessiva de
água e a entrada de agentes externos, o microbioma reforça essa proteção por meio da competição entre
microrganismos, da produção de metabólitos benéficos e da modulação das respostas imunológicas da pele.

Quando esse equilíbrio é preservado, a pele consegue manter seu pH fisiológico e sua
hidratação e responder melhor às agressões do ambiente. Também reduz a chance de proliferação excessiva de
microrganismos capazes de causar inflamações ou infecções. 

Cada região do corpo possui um microbioma diferente

O microbioma não é igual em toda a pele. Regiões mais secas, como os antebraços,
apresentam comunidades microbianas diferentes das encontradas na face ou nas axilas. Isso acontece porque fatores
como temperatura, umidade, produção de suor e quantidade de sebo criam ambientes específicos que favorecem o
crescimento de determinados microrganismos.

O microbioma pode mudar ao longo da vida?

Embora cada pessoa tenha uma composição única de microrganismos na pele, o microbioma
não é estático. Ao longo da vida, ele passa por mudanças influenciadas por fatores como idade, hormônios, hábitos de
higiene, clima, alimentação, uso de medicamentos e até pela genética.

Essas alterações fazem parte do processo natural de adaptação da pele e ajudam a
explicar por que o odor corporal também pode mudar com o passar dos anos.

Na infância: um microbioma em desenvolvimento

Nos primeiros anos de vida, o microbioma cutâneo ainda está em formação. O tipo de
parto, a amamentação, o ambiente em que a criança vive e o contato com outras pessoas influenciam a composição dos
microrganismos que passam a colonizar a pele.

Nessa fase, as glândulas apócrinas ainda não estão ativas. Por isso, embora as crianças
transpirem para regular a temperatura corporal, elas raramente apresentam o odor axilar característico dos
adultos.

Na puberdade: quando o odor corporal começa a aparecer

Com o aumento da produção de hormônios sexuais, principalmente dos andrógenos, as
glândulas apócrinas tornam-se mais ativas. Esse novo ambiente oferece mais substratos para determinadas bactérias
presentes nas axilas, especialmente espécies do gênero
Corynebacterium. Como consequência, aumenta
a produção de compostos voláteis responsáveis pelo odor corporal.

É justamente por isso que muitas pessoas percebem uma mudança significativa no cheiro
das axilas durante a adolescência, mesmo mantendo os mesmos hábitos de higiene.

Gravidez: adaptações hormonais também influenciam a pele

Embora nem todas as gestantes percebam diferenças no odor corporal, algumas relatam que
o cheiro das axilas fica mais intenso ou diferente do habitual. Isso não significa, necessariamente, falta de
higiene ou presença de alguma doença, mas pode refletir a adaptação do microbioma às novas condições fisiológicas do
organismo.

Além disso, a pele costuma ficar mais sensível durante esse período, tornando ainda mais
importante a escolha de produtos compatíveis com a barreira cutânea.

Menopausa: por que o odor pode mudar novamente?

A menopausa também pode trazer mudanças perceptíveis no odor corporal. A redução dos
níveis de estrogênio interfere em diversos
aspectos da pele, incluindo hidratação, espessura da barreira cutânea, produção de sebo e equilíbrio do
microbioma. Ao mesmo tempo, episódios de ondas de calor e aumento da transpiração podem criar condições mais
favoráveis para a atividade bacteriana nas axilas.

Por isso, algumas mulheres relatam um odor corporal mais intenso durante o climatério e
a menopausa, mesmo sem alterações importantes na rotina de cuidados. 

A genética também influencia o odor corporal

Além dos fatores ambientais e hormonais, a genética exerce um papel importante na forma
como cada pessoa transpira e desenvolve seu odor corporal. Um dos genes mais estudados nesse contexto é o ABCC11,
responsável por codificar uma proteína envolvida no transporte de determinadas substâncias produzidas pelas
glândulas apócrinas.

Algumas variantes desse gene estão associadas à produção de menor quantidade dos
compostos que servem de alimento para as bactérias das axilas. Como consequência, pessoas que possuem essa variante
costumam apresentar odor corporal menos intenso.

Essa diferença genética ajuda a explicar por que indivíduos com hábitos semelhantes
podem apresentar características completamente distintas em relação ao cheiro das axilas.

O que pode alterar o microbioma das axilas?

O microbioma das axilas está em constante interação com o ambiente, respondendo às
mudanças de temperatura, ao contato com produtos cosméticos, às alterações hormonais e aos hábitos de
higiene.

Na maior parte do tempo, essas adaptações acontecem de forma equilibrada. No entanto,
quando os fatores de agressão se tornam frequentes ou intensos, pode ocorrer uma alteração na composição dos
microrganismos da pele, conhecida como disbiose cutânea.

Disbiose cutânea é o desequilíbrio da comunidade de microrganismos que vivem naturalmente na pele. Quando
algumas espécies passam a predominar sobre outras, podem ocorrer alterações na barreira cutânea, aumento da
sensibilidade e maior produção dos compostos responsáveis pelo odor corporal.

Conheça os principais fatores que podem interferir nesse equilíbrio.

Depilação

A depilação provoca uma pequena agressão mecânica à pele, especialmente quando realizada
com lâminas. Durante esse processo, podem surgir microlesões quase imperceptíveis que alteram temporariamente a
barreira cutânea e modificam as condições do microbioma local, que podem causar irritação, vermelhidão e aumento da
sensibilidade.

Calor e umidade

As axilas já são naturalmente regiões quentes e úmidas do corpo. Em ambientes de
temperaturas elevadas ou durante a prática de atividades físicas, a produção de suor aumenta, oferecendo maior
quantidade de nutrientes para as bactérias.

Isso não significa que o calor cause mau cheiro diretamente, mas que ele favorece
condições em que determinados microrganismos conseguem produzir mais compostos odoríferos.

Estresse

O estresse também interfere no odor corporal. Situações de tensão emocional estimulam a
atividade das glândulas apócrinas, que liberam uma secreção diferente daquela produzida apenas para controle da
temperatura corporal.

Como essa secreção é rica em compostos orgânicos, ela pode ser metabolizada pelas
bactérias das axilas, aumentando a formação de substâncias voláteis responsáveis pelo odor. Esse é um dos motivos
pelos quais muitas pessoas percebem um cheiro mais intenso durante momentos de ansiedade ou estresse
prolongado.

Antibióticos

Os antibióticos têm como objetivo combater bactérias causadoras de infecções, mas também
podem afetar parte das bactérias benéficas que vivem naturalmente na pele. Embora esse efeito seja mais conhecido no
intestino, alterações no microbioma cutâneo também podem ocorrer, especialmente durante tratamentos
prolongados.

Com a redução da diversidade microbiana, algumas espécies podem se tornar predominantes,
modificando temporariamente o equilíbrio da pele.

Alterações hormonais

Oscilações hormonais fazem parte de diferentes fases da vida e podem modificar tanto a
quantidade quanto a composição do suor. Isso acontece porque os hormônios influenciam diretamente a atividade das
glândulas apócrinas e, consequentemente, a disponibilidade de nutrientes para o microbioma das axilas.

Excesso de limpeza e produtos agressivos

Manter uma boa higiene é importante, mas limpeza em excesso não significa
necessariamente mais saúde para a pele. Lavagens muito frequentes e intensas podem remover parte dos lipídios
naturais que ajudam a proteger a barreira cutânea, alterar o pH fisiológico e modificar temporariamente o
microbioma.

Produtos com alto poder detergente ou formulações muito alcalinas podem causar um
desequilíbrio ainda maior. Além de favorecerem o ressecamento, esses sabonetes alteram o
pH da pele, que é levemente ácido, criando
condições menos favoráveis para algumas bactérias benéficas e mais favoráveis para o crescimento de espécies
oportunistas.

Quando esse desequilíbrio se torna frequente, aumenta a chance de irritação,
sensibilidade e disbiose.

Antitranspirantes e desodorantes

Embora muitas vezes sejam tratados como sinônimos, desodorantes e antitranspirantes
atuam de maneiras diferentes, e essa diferença também influencia sua interação com o microbioma.

Os desodorantes têm como principal objetivo reduzir ou neutralizar o odor corporal. Para
isso, podem utilizar
fragrâncias, agentes
antimicrobianos e ingredientes capazes de dificultar a formação dos compostos responsáveis pelo mau cheiro. Já os
antitranspirantes atuam principalmente na redução da quantidade de suor produzida pelas glândulas sudoríparas,
diminuindo a umidade disponível na superfície da pele.

Ao modificar a quantidade de suor ou a atividade de determinadas bactérias, esses
produtos podem alterar temporariamente a composição do microbioma das axilas. 

Roupas sintéticas

Os tecidos sintéticos costumam dificultar a evaporação do suor, aumentando a umidade e a
temperatura da região. Esse ambiente favorece a atividade metabólica das bactérias responsáveis pela formação dos
compostos odoríferos, o que pode intensificar o cheiro ao longo do dia. Por isso, o mais recomendado é optar por
tecidos que favorecem a ventilação da pele e ajudam a reduzir esse efeito.

Existe diferença entre odor nas axilas e bromidrose?

Sentir odor nas axilas ao longo do dia é uma resposta fisiológica normal do organismo. A
bromidrose, por outro lado, é uma condição caracterizada por um odor corporal desproporcional, capaz de causar
desconforto e impactar a qualidade de vida. Embora seja mais comum nas axilas, também pode ocorrer em outras regiões
do corpo onde há maior concentração de glândulas sudoríparas.

Na bromidrose, diversos fatores podem estar envolvidos, como alterações na composição do
microbioma, aumento da atividade das glândulas apócrinas, predisposição genética, mudanças hormonais, hiperidrose
(produção excessiva de suor) e até algumas condições clínicas.

Por isso, quando o odor muda de forma significativa, torna-se muito intenso ou persiste
mesmo com uma rotina adequada de higiene e cuidados, é importante buscar avaliação médica para investigar a causa,
definir o diagnóstico e realizar o tratamento mais adequado.

Como manter o microbioma das axilas em equilíbrio?

O objetivo dos cuidados diários deve ser preservar o equilíbrio do microbioma das
axilas, favorecendo uma pele saudável e reduzindo condições que possam intensificar o mau cheiro. E como fazer
isso?

Preservar a barreira cutânea

A barreira cutânea funciona como a primeira linha de defesa da pele. Quando ela está
íntegra, consegue manter a hidratação, reduzir a perda de água e oferecer um ambiente mais estável para o
microbioma. 

Por isso, evitar agressões repetidas, como depilação frequente com lâmina e excesso de
limpeza, e escolher produtos compatíveis com a fisiologia da pele, como um gel de banho e um desodorante que
respeitem o pH da pele, são formas de preservar esse equilíbrio natural.

Escolher produtos compatíveis com a pele

Formulações livres de ingredientes controversos, como metais pesados, parabenos,
sulfatos, ftalatos e fragrâncias, e desenvolvidas para hidratar, acalmar e equilibrar o microbioma local tendem a
preservar melhor a barreira cutânea, especialmente em pessoas com pele sensível. Isso não significa abrir mão da
eficácia contra o odor, mas buscar produtos que atuem em equilíbrio com a fisiologia da pele.

Entender a importância do pH

Um dos fatores que ajudam a manter o microbioma em equilíbrio é o pH da pele. A
superfície cutânea apresenta um pH natural levemente ácido, geralmente entre 4,7 e 5,5. Esse ambiente favorece o
crescimento de microrganismos benéficos e dificulta a proliferação excessiva de espécies potencialmente
prejudiciais.

Quando produtos muito alcalinos alteram esse pH, parte desse equilíbrio pode ser
comprometida, favorecendo irritações e mudanças na composição da microbiota. Por isso,  vale optar por produtos
formulados para respeitar o pH fisiológico da pele.

Evitar agressões desnecessárias

Pequenos hábitos que fazem diferença na saúde das axilas são:

  • evitar fricção excessiva durante a
    higiene;
  • não utilizar produtos agressivos logo
    após a depilação;
  • durante a depilação, usar lâminas em
    bom estado e depilar sempre no sentido do pelo para minimizar as chances de cortes;
  • respeitar o tempo de recuperação da
    pele quando houver irritação;
  • evitar o uso indiscriminado de produtos
    que possam comprometer a barreira cutânea.

Quanto menos agressões desnecessárias a pele sofrer, maiores são as chances de o
microbioma permanecer equilibrado.

Respeitar a resposta individual da pele

Cada pessoa possui um microbioma único. Isso significa que um mesmo produto pode
proporcionar experiências diferentes entre indivíduos. Algumas pessoas apresentam pele naturalmente mais sensível,
enquanto outras toleram melhor determinadas formulações. Observar como a pele responde aos produtos utilizados faz
parte de uma rotina de cuidados mais personalizada e respeitosa com o próprio corpo.

Adotar hábitos que favorecem o equilíbrio

Além da escolha dos produtos, alguns hábitos ajudam a manter um ambiente saudável para o
microbioma das axilas:

  • secar bem as axilas após o
    banho;
  • preferir roupas que favoreçam a
    ventilação da pele, especialmente em dias muito quentes;
  • trocar roupas úmidas após exercícios
    físicos;
  • manter uma rotina de hidratação da pele
    das axilas.

Não se trata de eliminar bactérias, mas de adotar cuidados que contribuem para preservar
a diversidade microbiana e o funcionamento adequado da barreira cutânea.

O equilíbrio do microbioma das axilas faz parte da saúde da pele

Durante muito tempo, os cuidados com as axilas estavam associados apenas ao controle do
suor e do odor corporal. Hoje, a ciência mostra que essa região abriga um ecossistema complexo, formado por
microrganismos que participam ativamente da proteção da pele.

Agora que você já entende como esse microbioma funciona e qual é a sua participação na
formação do odor corporal, vale conhecer também as diferenças entre os principais produtos utilizados no dia a
dia. 

Leia também qual é a diferença entre desodorante e antitranspirante, como cada um age e qual escolher para a sua rotina de cuidados.

Perguntas frequentes sobre microbioma das axilas

O suor tem cheiro?

O suor recém-produzido pelas glândulas sudoríparas é praticamente inodoro. O odor corporal surge quando substâncias presentes principalmente no suor das glândulas apócrinas são metabolizadas pelas bactérias que compõem o microbioma das axilas, formando compostos voláteis responsáveis pelo cheiro característico.

O que é o microbioma das axilas?

O microbioma das axilas é o conjunto de bactérias, fungos, vírus e outros microrganismos que vivem naturalmente nessa região da pele. Em equilíbrio, eles ajudam a proteger a barreira cutânea, favorecendo a manutenção do pH fisiológico, da hidratação e da defesa contra microrganismos patogênicos capazes de causar inflamações ou infecções nessa região.

Toda bactéria causa mau cheiro?

A maior parte das bactérias presentes na pele desempenha funções importantes para o equilíbrio do microbioma e para a proteção da barreira cutânea. Apenas algumas espécies metabolizam componentes do suor produzindo compostos responsáveis pelo odor corporal.

Quando o odor pode indicar bromidrose?

A bromidrose deve ser considerada quando o odor corporal é muito intenso, persistente, desproporcional às condições do dia a dia ou interfere na qualidade de vida, mesmo com hábitos adequados de higiene. Nesses casos, é importante procurar avaliação com um dermatologista para investigar a causa.

É possível controlar o odor sem eliminar todas as bactérias?

O objetivo dos cuidados com as axilas não é eliminar completamente o microbioma, mas preservar seu equilíbrio. Produtos adequados, higiene suave e cuidados que respeitem a barreira cutânea ajudam a controlar o odor sem comprometer as funções naturais da pele.

Como manter o equilíbrio da pele das axilas?

Alguns cuidados ajudam a preservar o microbioma e a barreira cutânea, como utilizar produtos compatíveis com o pH fisiológico da pele, evitar sabonetes muito agressivos e limpeza excessiva, reduzir agressões após a depilação, secar bem as axilas após o banho e escolher roupas que favoreçam a ventilação da região (evitar tecidos sintéticos).

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